Wanessa Bomfim surpreende e afirma que não será candidata em 2020

Por Portal Opinião Pública 24/09/2020 - 11:22 hs
Foto: Divulgação
Wanessa Bomfim surpreende e afirma que não será candidata em 2020
Wanessa Bomfim detalhou, em entrevista ao Jornal Opinião Pública, como atuará no pleito deste ano

Mesmo com grandes chances de ser eleita, Wanessa Bomfim anuncia ampliação de movimento “não é favor, é direito” no lugar da candidatura 

Decepcionada com as “negociatas políticas” dos candidatos a prefeito da cidade, a advogada Wanessa Bomfim detalhou como atuará nas eleições deste ano. Para Wanessa Bomfim “as eleições não estão apresentando novidades”. Ela admitiu que até existem "caras novas", mas acredita ter ficado claro que neste momento, o que tem falado mais alto são os interesses pessoais e não os interesses dos cidadãos e que, no final do processo eleitoral, a maioria dos que hoje "fazem de conta" ser adversários estarão juntos dividindo secretarias na Prefeitura.

Contudo, Wanessa Bomfim contou que irá seguir em outra via, caminhando pelos quatro cantos da cidade com o projeto “Não é favor, é direito”. "Eu ajudo muito mais a cidade apresentando propostas e caminhos com o movimento ‘Não é favor é direito’ nas ruas. E ele vai continuar nos próximos anos”. 

Jornal Opinião Pública - Por que você decidiu não participar das eleições esse ano? 

Wanessa Bomfim - Não posso ser conivente com o que tá acontecendo na cidade. Eu realmente acreditei que agora iríamos ter uma candidatura que seria uma esperança para a cidade. Mas não é isto que tá acontecendo. Foi uma decisão muito difícil, talvez a mais difícil da minha vida. Era uma eleição muito tranquila, em 2018 eu tive quase 5 mil votos aqui, fui a candidata mulher mais votada. Mas não tem como eu participar disto que estão fazendo. Não concordo em transformar a política em um balcão de negócios. Política pra mim precisa ser um espaço de efetiva mudança social, um espaço para melhorar a vida das pessoas. 

JOP – Você passou por um episódio lamentável. No dia da eleição distribuíram milhares de santinhos com sua foto e número de outra candidata. Não seria a hora certa de você ser candidata novamente? 

WB - Olha, isto é uma coisa muito marcante pra mim ainda, acabei perdendo aquela eleição por só 41 votos. A outra candidata que fizeram transferir meus votos era “laranja”, falou claramente na delegacia que nem ela votou nela e teve quase 200 votos. Somando com esses votos, eu seria eleita, com uma votação significativa, não ficaria como suplente, mas Deus sabe o que faz. Mas, mais importante do que ter um mandato de vereadora é fazer o que é certo. Segui o que Deus mandou e vou continuar lutando para melhorar a cidade. Vou continuar o movimento de conscientização “Não é favor, é direito” e vou participar das eleições sem disputá-las de fato! 

JOP - Já faz tempo que Mauá não elege nenhuma mulher. É mesmo a hora de você abrir mão de uma candidatura? 

WB - Não estou abrindo mão nem de participar e nem da representatividade feminina e nem da juventude que confiaram a mim. O que vou fazer agora é um sacrifício por um projeto maior, não vou deixar passar a oportunidade de debater a cidade e de apontar os melhores caminhos para um futuro melhor, desta vez não como candidata, mas como eleitora de Mauá e porta-voz do “Não é favor, é direito”. 

JOP - Mas é possível fazer isso sem ser candidata? 

WB - Vou apresentar um projeto que é pra Mauá, mas também é para as outras cidades do Brasil. A base vai ser o “Não é favor, é direito”, um projeto de pessoas e não de partido. Vamos trabalhar pela cidadania. A maioria dos que estão no poder não fazem nada pela população, vivem da política de “troca de favores”. Realizar uma boa administração tem que ser visto como uma obrigação. O mínimo que o político pode fazer é ser ético e competente, mas hoje não é assim. Os poucos que ainda fazem alguma coisa pela população vendem a ideia de que o que fazem é um favor. A politicagem de hoje cria dificuldades pra vender facilidades. Por exemplo: deixam de fazer políticas públicas, de cuidar da saúde para as pessoas ficarem pedindo favores, mantendo esse ciclo vicioso por anos. Mas não é favor, é direito. A saúde funcionando, a disposição de vagas em escolas, nada disso pode ser moeda de troca porque é direito do cidadão. Precisa melhorar a cidade, ter gestão e resultados positivos. Eu vou trabalhar ainda mais forte, ao lado das pessoas que assim como eu também querem respeito com a nossa cidade, nessa conscientização que não é favor é direito.